Consequências da obesidade: saiba quais os riscos para a saúde

Consequências da obesidade: saiba quais os riscos para a saúde

A obesidade tem crescido no Brasil. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ela é definida como um acúmulo anormal ou excessivo de gordura corporal que pode ser prejudicial à saúde. Sendo assim, existem consequências da obesidade à saúde, que podem desencadear uma série de doenças. 

De acordo com a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), de 2018, do Ministério da Saúde, mostrou que o número de obesos no Brasil cresceu cerca de 67,8% nos últimos 14 anos. Além disso, 55,7% da população brasileira está acima do peso e tem chances reais de entrar para o quadro mais grave da estatística.

A OMS também estima que, até 2025, 700 milhões de pessoas serão obesas no mundo e cerca de 2,3 bilhões de pessoas enfrentarão o sobrepeso.

A obesidade

má alimentação infantil

O quadro é definido pelo excesso de gordura no corpo, que quase sempre é proveniente de uma má alimentação com consumo de mais calorias do que o corpo precisa e a falta de atividades físicas. Para caracterizar a obesidade, usamos o índice de massa corporal (IMC), que é calculado dividindo o peso (em kg) pela altura (em m) ao quadrado.

A gordura corporal “normal” é geralmente mais baixa nos homens (10 a 15% do peso corporal) do que nas mulheres (20 a 25% do peso corporal). O valor normal é de 20 a 25 em homens e de 19 a 24 em mulheres.

Consequências da obesidade

O excesso de peso pode causar uma série de doenças, como as do coração, pressão alta, artrite, apneia e derrame. Veja abaixo um quadro mais detalhado sobre as consequências da obesidade, que podem ir de problemas mais simples aos mais complicados.

Dor de cabeça

Em alguns casos de obesidade severa ou quando o ganho de peso acontece rapidamente, podem aparecer dores de cabeça devido ao aumento da pressão no líquido cefalorraquidiano. Mesmo assim, há outras causas que podem desencadear as dores de cabeça, como: enxaquecas, sinusites, distúrbios visuais e pressão alta.

Dores de estômago

A obesidade causa refluxo gastroesofágico, o que pode colaborar para azia e queimaduras mais baixas no esôfago. Atualmente, essa complicação é facilmente tratada com medicamentos para acidez gástrica.

Incontinência urinária

Uma das consequências da obesidade é a piora do quadro de incontinência urinária. Isso acontece porque o excesso de peso pode ser um fator que desenvolve ou que agrava os casos de incontinência, já que a pressão no estômago aumenta.

Nesses casos, é necessário consultar um médico para iniciar os tratamentos de contenção da incontinência.

Problemas menstruais

Mulheres que estão acima do peso ou em um caso de obesidade estão propensas a apresentar problemas menstruais. Isso porque a grande quantidade de gordura nos tecidos afeta o ciclo menstrual. 

 A síndrome dos ovários policísticos, por exemplo, também pode ser desencadeada pelo excesso de gordura abdominal, além dos desequilíbrios hormonais. Esse quadro leva a ciclos irregulares ou até à perda de períodos (amenorreia).

Fadiga

A obesidade também pode causar fadiga as pessoas. Isso porque, com o excesso de gordura no corpo, realizar algumas atividades cotidianas, como caminhar e subir escadas, pode causar cansaço.

Esse sintoma também está atrelado a outras doenças que são consequências da obesidade e a tarefas exaustivas realizadas em excesso, como trabalho, estudos, entre outras.

Sudorese

A obesidade pode causar sudorese

A obesidade pode causar sudorese profunda devido ao acúmulo de gordura nos tecidos. Deste modo, o suor pode causar incômodo nas pessoas obesas ou com sobrepeso e, a melhor saída pode ser a perda de peso.

Problemas respiratórios 

É muito comum a obesidade causar dispneia, tanto em momentos de esforço ou mesmo em repouso. Dessa forma, fatores como pressão alta, problemas pulmonares ou cardíacos, doenças venosas, podem colaborar para o aparecimento da falta de ar. 

Você deve consultar um médico para saber sobre a origem do problema e o tratamento dele.

Vesícula biliar

As pedras na vesícula biliar (cálculos biliares) são mais uma das consequências da obesidade.

Felizmente, apenas 20% delas causam complicações e a maioria não apresenta sinais clínicos, que geralmente são detectadas por acaso durante um ultrassom. 

Uma medicação pode ser indicada para tratá-las. Além disso, a retirada dos cálculos que podem causar complicações, como cólicas hepáticas ou infecções da vesícula biliar, é necessária.

Gota e pedra nos rins

A obesidade é frequentemente associada a um excesso de ácido úrico no sangue (hiperuricemia), que é responsável pela gota e pedras nos rins.

A gota trata-se de um depósito de cristais de ácido úrico nas articulações, especialmente nos joelhos e no dedão do pé, causando inflamação e dor intensa. Essa anomalia é frequentemente tratada facilmente com medicamentos.

Enquanto isso, a litíase renal, ou urolitíase, está ligada à presença de “pedras” nos rins ou na bexiga. Essas pedras são formadas pela agregação de diferentes substâncias encontradas na urina (cálcio, ácido úrico). 

Essa condição resulta em dor extrema e até na presença de sangue na urina. O tratamento consiste em tomar analgésicos ou até mesmo fazer uma operação, se necessário.

Em síntese, os diagnósticos são confirmados por um exame de sangue que mostra um alto nível de ácido úrico.

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Consequências da obesidade: saiba quais os riscos para a saúde

Doença hepática

A obesidade pode estar associada à doença hepática gordurosa, ou seja, à infiltração de gordura no fígado. Ela pode acarretar um risco aumentado de morte relacionada à doenças cardiovasculares. 

Não há tratamento específico e é necessário que exista uma mudança nos hábitos alimentares e físicos. É recomendado consultar um profissional de saúde para averiguar a situação.

Problemas no coração

Desde hipertensão, diabetes e excesso de colesterol, problemas cardiovasculares também compõem as consequências da obesidade. A causa pode ser o acúmulo de gordura abdominal e um estilo de vida sedentário, que são fatores agravantes.

De fato, mesmo a perda de peso limitada melhora a condição cardíaca, assim como a prática de atividades físicas regularmente.

Tratar pressão alta, excesso de gordura no sangue, diabetes e síndrome da apneia do sono são medidas importantes para prevenir complicações cardíacas. 

Câncer

O câncer é uma das consequências da obesidade mais graves. Alguns tipos podem ser desencadeados mais facilmente, como: 

  • Útero, ovários e mama; 
  • Da próstata,
  • Cólon e vesícula biliar.

Independentemente de apresentar ou não quadros de obesidade e sobrepeso, é recomendável realizar exames de forma regular e anual. Em consultas com os ginecologistas e urologistas, mulheres e homens poderão fazer as checagem especiais, como o de mama para elas e próstata para eles. Há também a necessidade de realizar vistas gerais. 

Como reduzir as consequências da obesidade?

mudança de hábitos no combate à obesidade

As doenças apresentadas são algumas das que podem ser acarretadas como consequências da obesidade. Desta forma, algumas mudanças de hábitos devem ser pensadas e implementadas para que os problemas sejam minimizados.

Veja abaixo algumas dicas para manter a saúde em dia.

Entenda seu peso

Em síntese, é necessário entender qual o seu peso ideal. Para isso, é preciso levar em consideração: 

  • Seu peso e altura atuais;
  • A evolução do seu peso durante a sua vida: peso na infância e adolescência;
  • O peso máximo atingido na idade adulta;
  • Variações no seu peso;
  • A eficácia e a tolerância das tentativas de perda de peso: quanto peso você conseguiu manter por vários meses em uma dieta?;
  • O peso dos diferentes membros da sua família;

O médico deve ser consultado para que possa estabelecer esse peso. 

Tratar as consequências da obesidade

Se o quadro já apresentou algumas consequências, como diabetes e hipertensão, é preciso tratá-las. Desta forma, todos os tratamentos realizados para a perda de peso devem levá-las em conta para que os problemas não sejam agravados.

Mudanças de hábitos 

Depois das consultas e tratamentos realizados, os processos para a perda de peso podem ser iniciados. Deste modo, as mudanças de hábitos como a adoção de uma alimentação saudável e a prática regular de atividades físicas devem ser enquadradas na rotina das pessoas.

Cirurgias

O uso da cirurgia deve permanecer uma medida excepcional e somente no caso em que a obesidade não possa ser controlada por tratamento médico. A cirurgia gástrica deve ser considerada apenas nos seguintes casos de obesidade:

  • IMC igual ou superior a 40 kg / m2 (ou 35 kg / m2 em caso de complicações médicas graves);
  • Falha na gestão médica da obesidade. Esse atendimento médico deve ter durado pelo menos 1 ano e deve incluir abordagens complementares, como dietética, atividade física, manejo de distúrbios alimentares, possivelmente atendimento psicoterapêutico, tratamento de complicações associadas à obesidade).

A cirurgia gástrica não é recomendada para pacientes com: uma doença psicológica, dificuldades comportamentais ou sociais.

Uso de medicamentos

Existem apenas dois medicamentos indicados para isso: orlistat e sibutramina. Eles funcionam da seguinte maneira: 

  • Bloquear a enzima responsável pela absorção de gordura no trato digestivo. Assim, evita que cerca de 30% da gordura da dieta (triglicerídeos) seja absorvida. Isso equivale a uma redução de 150 a 200 calorias por dia considerando uma ingestão diária de 1800.
  • A molécula atua nos neuromediadores do cérebro, que desempenham um papel no controle da ingestão de alimentos. Tem a propriedade de fortalecer a sensação de saciedade e diminuir a ingestão de alimentos.

Para quem eles são?

Orlistat e sibutramina só podem ser utilizados mediante receita médica. Normalmente, só pessoas que sofrem de obesidade, pessoas com um IMC maior ou igual a 28 (orlistat) ou 27 (sibutramina) e apresentando certos fatores de risco, como a diabetes tipo II, hipercolesterolemia, hipertensão, podem utilizá-los.

Além disso, esses medicamentos sempre devem ser prescritos em combinação com uma dieta hipocalórica.

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